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Berlusconi: quando a máfia chegou ao poder na Itália

Berlusconi: quando a máfia chegou ao poder na Itália Nos países mediterrâneos sempre se cumpre o dito “De mortuis nihil nisi bonum”: de los muertos não se deve hablar mal porque um muerto não pode ser defendido. Mas os meios de comunicação, dentro e fora da Espanha, tiveram outros motivos para não falar mal de Berlusconi depois de sua queda. Era um magnata, uma personificação do capital, e não apenas nas grandes cadeias de comunicação de sua propriedade, como Mediaset, o mar, Telecinco, Quatro, FDF, Energy, Divinity, Be Mad... Um “empreendedor” como é o arrastrador da aura do “homem que se atreve a si mesmo”, o triunfador, uma figura cercana ao “trepa”, o arribista que sempre esconde quem é filho dos que o têm contado e como es. No início dos anos, Berlusconi não era mais do que um agente imobiliário, de onde passou para a construção, é dito, ao ladrilho, em uma época de emigração e urbanismo. Para acoger a los obreros del sur, las ciudades del norte de Italia precisam de novos bairros...

A EXPANSÃO DO IMPÉRIO DO PÓ! (Editorial - O Estado de S. Paulo, 19) “O‘Narcosul’, o cartel do PCC, é a organização criminosa que mais cresce hoje no mundo”, constatou o procurador Márcio Sérgio Christino. Ex- Blog do César Maia - Edição 29/10/21

  A EXPANSÃO DO IMPÉRIO DO PÓ! (Editorial - O Estado de S. Paulo, 19) “O‘Narcosul’, o cartel do PCC, é a organização criminosa que mais cresce hoje no mundo”, constatou o procurador Márcio Sérgio Christino. É mais um recorde infame para um país cronicamente devastado pela violência e a corrupção. Como mostrou reportagem do Estado, a Bolívia – em razão de sua localização e das dificuldades de colaboração internacional com a polícia local, em grande parte corrompida pelos criminosos – é o santuário desse “Narcosul” (corruptela de Mercosul), que lá mantém empresas de fachada e frotas de aeronaves e caminhões. Em uma década, o Brasil, historicamente o maior mercado consumidor na América do Sul, se transformou em um dos principais fornecedores para o mundo. Segundo a ONU, o País responde por 7% das apreensões globais, atrás apenas da Colômbia (34%) e dos EUA (18%). Entre 1995 e 2004 eram apreendidas em média 6 toneladas de cocaína por ano no Brasil. Em pouco tempo as suas principais qua...