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DEFESA & SEGURANÇA - Na Bolívia, policiais se amotinam contra repressão a opositores de Evo Morales

Policiais se amotinam na Bolívia contra repressão a opositores de Evo Morales

Agentes de segurança se recusam a reprimir os manifestantes contra o presidente boliviano, eleito para um quarto mandato consecutivo após eleições contestadas pela oposição.



Manifestantes cumprimentam policial em La Paz durante protesto contra reeleição de Evo Morales nesta sexta-feira (8) — Foto: Carlos Garcia Rawlins/Reuters
Manifestantes cumprimentam policial em La Paz durante protesto contra reeleição de Evo Morales nesta sexta-feira (8) — Foto: Carlos Garcia Rawlins/Reuters
Policiais de três unidades na Bolívia iniciaram motim nesta sexta-feira (8) contra a repressão a opositores de Evo Morales. Os grupos se recusam a reprimir as manifestações contra o presidente, reeleito em outubro para um quarto mandato consecutivo após eleições contestadas por opositores.
Os motins ocorreram nas unidades policiais das seguintes cidades:
  • Cochabamba
  • Sucre
  • Santa Cruz
Além disso, manifestantes saúdam policiais em La Paz, onde protestos contra Evo ocorrem nesta noite.
Manifestantes pedem apoio à polícia contra Evo Morales em La Paz, na Bolívia, nesta sexta-feira (8) — Foto: Carlos Garcia Rawlins/ReutersManifestantes pedem apoio à polícia contra Evo Morales em La Paz, na Bolívia, nesta sexta-feira (8) — Foto: Carlos Garcia Rawlins/Reuters
Manifestantes pedem apoio à polícia contra Evo Morales em La Paz, na Bolívia, nesta sexta-feira (8) — Foto: Carlos Garcia Rawlins/Reuters
Bolivianas protestam contra reeleição de Evo Morales em La Paz, na Bolívia, nesta sexta-feira (8) — Foto: Luisa Gonzalez/ReutersBolivianas protestam contra reeleição de Evo Morales em La Paz, na Bolívia, nesta sexta-feira (8) — Foto: Luisa Gonzalez/Reuters
Bolivianas protestam contra reeleição de Evo Morales em La Paz, na Bolívia, nesta sexta-feira (8) — Foto: Luisa Gonzalez/Reuters
Os motins policiais começaram na Unidade Tática de Operações Policiais de Cochabamba (Utop), cidade localizada no centro da Bolívia. Em seguida, agentes de segurança das outras cidades aderiram ao movimento.
"Vamos estar com o povo, não com os generais", disse um militar que não se identificou.
Imagens de TV mostraram ao vivo cerca de 20 policiais no alto do edifício do quartel da Utop de Cochabamba, agitando uma bandeira boliviana, enquanto dezenas de jovens opositores se amontoavam nos arredores, saudando-os da rua.
'Quero minha Bolívia livre de violência', diz cartaz de manifestante em La Paz nesta sexta-feira (8) — Foto: Aizar Raldes/AFP'Quero minha Bolívia livre de violência', diz cartaz de manifestante em La Paz nesta sexta-feira (8) — Foto: Aizar Raldes/AFP
'Quero minha Bolívia livre de violência', diz cartaz de manifestante em La Paz nesta sexta-feira (8) — Foto: Aizar Raldes/AFP
Os manifestantes estouraram fogos em um ambiente festivo e içaram em um mastro uma bandeira boliviana – vermelho, amarelo e verde –, entoando o hino nacional.
Nas últimas horas, circularam versões – segundo o jornal "Los Tiempos de Cochabamba" – sobre queixas e reivindicações de militares contra o comandante da polícia local, Raúl Grandy, de maus-tratos e ter se inclinado a favor de manifestantes governistas durante os confrontos de rua contra opositores.

Violência na Bolívia

Patricia Arce, prefeita de Vinto, é resgatada por policiais; manifestantes incendiaram a prefeitura, jogaram tinta vermelha em Arce e cortaram seus cabelos — Foto: Daniel James/Los Tiempos Bolivia/via ReutersPatricia Arce, prefeita de Vinto, é resgatada por policiais; manifestantes incendiaram a prefeitura, jogaram tinta vermelha em Arce e cortaram seus cabelos — Foto: Daniel James/Los Tiempos Bolivia/via Reuters
Patricia Arce, prefeita de Vinto, é resgatada por policiais; manifestantes incendiaram a prefeitura, jogaram tinta vermelha em Arce e cortaram seus cabelos — Foto: Daniel James/Los Tiempos Bolivia/via Reuters
Confrontos na quinta-feira terminaram com ao menos um morto e de 80 a 90 feridos. Segundo versões extraoficiais, os policiais receberam ordens de Grandy de reprimir aos manifestantes da oposição e favorecer o grupo de seguidores do presidente Morales.
Por outro lado, o comando policial nacional nomeou como novo comandante da Polícia de Cochabamba o coronel Javier Zurita.
A Bolívia vive a terceira semana de violentos protestos, com greves e bloqueios de ruas, contra a reeleição de Evo para um quarto mandato.


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