Pular para o conteúdo principal

Parte 2: Os desafios da defesa antiaérea de Média Altura no Exército Brasileiro

Parte 2: Os desafios da defesa antiaérea de Média Altura no Exército Brasileiro


Recuperando e adquirindo capacidadesLeia a primeira parte desta matéria aqui: https://tecnodefesa.com.br/os-desafios-da-defesa-antiaerea-de-media-altura-no-exercito-brasileiro-parte-1/
A defesa antiaérea é um segmento que tem recebido atenção do EB nos últimos anos, entretanto, muito ainda precisa ser feito. Os atuais armamentos de tubo para defesa antiaérea estão obsoletos e ultrapassados em sua maioria, com baixa disponibilidade devido à dificuldade de obtenção de peças de reposição no mercado.
Alguns passos já foram dados com a aquisição dos RBS 70 e RBS 70 NG, entretanto existe uma necessidade de serem adquiridos lotes numerosos do sistema sueco para substituir os Igla-S e para que as unidades de artilharia antiaérea tenham maior flexibilidade e capacidade de defesa de ponto.
Diante deste cenário e ciente da necessidade de aquisição de mais sistemas de mísseis de baixa altura, da modernização e substituição dos armamentos de tubo e da aquisição da capacidade de sistemas para combater alvos a média altura, o Programa Estratégico do Exército Defesa Antiaérea (Prg EE DAAe) foi estruturado e vai tratar inicialmente dos mísseis.
Segundo o próprio Departamento de Ciência e Tecnologia do EB (DCT), o objetivo é o de “reequipar as atuais Organizações Militares (OM) de Artilharia Antiaérea (AAAe) do EB adquirindo novos meios e modernizando os já existentes, desenvolvendo itens específicos da Indústria Nacional de Defesa, capacitando pessoal e implantando Suporte Logístico Integrado para os equipamentos incorporados durante cada etapa dos respectivos ciclos de vida”. Esso aspecto final é importante, por que busca a independência logística e operacional através do envolvimento da indústria nacional.
O Comando de Operações Terrestres (COTER) e a 1ª Bda AAAe, vem criando diversos seminários e reuniões de estudos buscando soluções para cobrir essa lacuna, ficando claramente demonstrado a necessidade de o EB de contar com pelo menos uma bateria com mísseis AAe de média altura para cada GAAAe, ou pelo menos para os que estão situados nas regiões mais críticas, como o 3º GAAAe de Caxias do Sul, devido a sua proximidade com a fronteira, e o 11º GAAAe, que está na Capital Federal e que defende o Grupo Astros (6º Grupo de Mísseis e Foguetes), a principal arma de persuasão do Exército atualmente.

Créditos TecnoDefesa, publicado originalmente em - https://tecnodefesa.com.br/parte-2-os-desafios-da-defesa-antiaerea-de-media-altura-no-exercito-brasileiro/

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

CONHEÇA O EBCONSIG, NOVO PORTAL DE CONSIGNAÇÕES DO EXÉRCITO BRASILEIRO

CONHEÇA O EBCONSIG, NOVO PORTAL DE CONSIGNAÇÕES DO EXÉRCITO!           No dia  05 de maio de 2020 , o Centro de Pagamento do Exército (CPEx) lançará o EBconsig, o portal de consignações do Exército Brasileiro. O objetivo é proporcionar maior  qualidade, transparência e segurança  aos militares, pensionistas e Entidades Consignatárias na gestão dos descontos em contracheque (mensalidade, empréstimo, seguro, previdência, pecúlio, condomínio, decessos, financiamento, assistência jurídica, medicamento, poupança e uniforme), bem como dar acesso a inúmeros benefícios, com as menores taxas praticadas no mercado.         O sistema substituirá o atual  SISCONSIG  e trará facilidades para os militares, pensionistas, Entidades Consignatárias, Ordenadores de Despesas e síndicos, tudo em um único ambiente, dinâmico e intuitivo. Já foi iniciada a fase de processamentos paralelos com o  SISCONSIG , de modo a equaliza...

General Montenegro assume Comando de Operações Terrestres

  General Montenegro assume Comando de Operações Terrestres Brasília (DF) – No dia 30 de abril, uma solenidade realizada no Quartel-General do Exército marcou a assunção do novo comandante do Comando de Operações Terrestres (COTER). Na ocasião, o General de Exército André Luis Novaes Miranda passou a função para o General de Exército Francisco Humberto Montenegro Júnior. O General Montenegro exercia a função de Chefe de Educação e Cultura do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas do Ministério da Defesa. Em suas palavras de despedida, o General Novaes destacou as diversas funções e missões em seus 48 anos de carreira, agradeceu à família e aos companheiros de farda e ressaltou a satisfação de encerrar seu período no Exército como Comandante de Operações Terrestres. “Para com o Exército, instituição que me recebeu há 48 anos com portas abertas e me deu tantos conhecimentos e oportunidades, assim como missões e desafios de toda ordem, nutro relação de gratidão e admiração...

DEFESA & SEGURANÇA - Brasil tem 100 generais nomeados marechais; Augusto Heleno e Villas Bôas estão entre eles

Brasil tem 100 generais nomeados marechais; Augusto Heleno e Villas Bôas estão entre eles O Ministério da Defesa não se manifestou, mas tudo indica que a manobra para tal farra da promoção hierárquica foi possível pela promulgação da lei 13.594 de 2019, já no governo Bolsonaro 4 de agosto de 2021, 20:48 h   Atualizado em  4 de agosto de 2021, 21:16       39 O general da reserva Augusto Heleno, futuro ministro da Defesa no governo de Jair Bolsonaro, chega para reunião com o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, no Palácio do Planalto. (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)   Revista Fórum -  Dados públicos disponibilizados no Portal da Transparência informam que 100 generais de exército (último posto da escala hierárquica do Exército Brasileiro) receberam a patente de marechal, extinta desde 1967 após uma reforma no regramento da força terrestre que pôs fim ao título, normalmente atribuído a oficiais de alto escalão considerados heróis nacionais por ...