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DEFESA & SEGURANÇA - Brasil e EUA vão à ‘guerra’ juntos no Vale do Paraíba; leia análise

 


Durante 240 horas, tropas dos exércitos do Brasil e dos Estados Unidos vão combater inimigos comuns. Serão empregados helicópteros armados, blindados leves, computadores portáteis e recursos tecnológicos avançados. Tambem criarão procedimentos de ataque conjuntos para ocupar objetivos estratégicos. O processo prevê certas sutilezas, como o emprego de 'snipers', os atiradores de precisão a respeito dos quais se sabe pouco, mas se sabe que podem atingir alvos a centenas de metros de distância - um alvo pequeno, talvez do tamanho de uma cabeça.

Todo esse cenário, no eixo das cidades de Lorena, Cachoeira Paulista e Resende, será ocupado por dez dias para o ensaio Core, que o Comando Militar do Sudeste (CMSE) anfitrião do treinamento, considera fundamental para a "integração com um ator de destaque para a Estratégia Nacional de Defesa (END)".

Em preparo há pouco mais de oito meses, o ciclo de adestramento vai trazer para o território brasileiro uma companhia completa, cerca de 240 militares americanos, da 101ª Divisão de Infantaria Aeromovel, uma das maiores do exército dos Estados Unidos. É uma unidade histórica, criada em 1918 e reorganizada em 1942 com participação em todas as guerras travadas pelos EUA nesse período.


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A 101ª das"Águias que gritam", tem uma frota própria de 100 aeronaves e um efetivo de cerca de 30 mil homens e mulheres. Todos usam boinas pretas. É destinada a zonas de conflito de alta intensidade, o que significa fogo pesado. De acordo com o gabinete do comando, em Fort Campbell, no Kentucky, a Divisão é a única dos EUA capaz de realizar mobilização rápida de grande porte, na escala de uma brigada, deslocando cerca de 8 mil combatentes e equipamentos.

A tropa brasileira participa com 750 soldados do 5º Batalhão de Infantaria Leve, de Lorena. O 5º Bil é uma força de elite, focada na alta mobilidade. A missão do grupo será complicada: vai ter de operar de forma integrada com parceiros formados sob doutrina diferente. Para um dos oficiais da organização do ensaio, "tornar efetiva essa interoperabilidade é um objetivo".

O equipamento no exercício é comum: fuzis 5.56mm, pistolas 9mm, foguetes e mísseis antiblindagem de disparo individual, granadas, explosivos diversos e, claro, uma faca de combate feita de aço negro. Para vestir, couraças de cerâmica.

A utilização de pequenos drones, para o bservação do terreno, acoplados a computadores de campanha, "está na pauta". Muito moderno. 


Créditos Estadão

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