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'Israel é Estado ocupante': ex-analista da ONU concorda com delegado russo sobre violações do país - Créditos Sputnik

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'Israel é Estado ocupante': ex-analista da ONU concorda com delegado russo sobre violações do país.

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'Israel é Estado ocupante': ex-analista da ONU concorda com delegado russo sobre violações do país

Presidente cubano Miguel Diaz-Canel discursa na 78ª Assembleia Geral das Nações Unidas na sede da ONU na cidade de Nova York em 19 de setembro de 2023 - Sputnik Brasil, 1920, 03.11.2023
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Vasily Nebenzya, representante da Rússia na ONU, está correto ao dizer que Israel é um Estado de ocupação. Israel tem violado repetidamente o direito internacional, já que os Estados Unidos abusam de seu poder de veto para proteger Israel da condenação, disse o ex-analista independente da ONU em ordem internacional, Alfred de Zayas, à Sputnik.
Em 18 de outubro, Vasily Nebenzya acusou os Estados Unidos e seus aliados de total hipocrisia. As potências ocidentais têm dois pesos e duas medidas em relação à guerra em Gaza e a outros conflitos. Em situações de crise, o Ocidente não esteve com pressa a dar um sermão sobre a necessidade de respeitar o direito humanitário e estabelecer comissões de inquérito.
De acordo com as decisões da corte, Israel não tem direito à autodefesa, mas deve ser regido pelas regras internacionais para uma "potência ocupante". Essa questão foi levantada várias vezes na Organização das Nações Unidas por diplomatas palestinos, destacou o professor Alfred de Zayas.
"O embaixador Vasily Nebenzya está correto ao afirmar que Israel é um Estado ocupante cuja ocupação da Palestina foi reconhecida como ilegal em inúmeras resoluções da ONU", afirmou Alfred de Zayas.
"De acordo com a Resolução 242 do Conselho de Segurança, de 22 de novembro de 1967, Israel é obrigado a se retirar dos territórios ocupados e a garantir a realização prática do direito do povo palestino à autodeterminação, um direito fundamental consagrado nos Artigos 1, 55, Capítulos XI e XII da Carta da ONU", explicou o ex-analista independente da ONU.
Embaixador da Rússia na ONU, Vasily Nebenzya, na reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas - Sputnik Brasil, 1920, 31.10.2023
Panorama internacional
Rússia questiona EUA no CSNU sobre posição contrária ao cessar-fogo em Gaza, mas fica sem resposta
"É importante lembrar a decisão do Parecer Consultivo da Corte Internacional de Justiça da ONU, de 9 de julho de 2004, que […] documentou inúmeras violações da Carta da ONU e do direito internacional cometidas por Israel", acrescentou o especialista.
"Apesar de formulação clara da Corte Internacional de Justiça, Israel não cumpriu nenhuma das decisões específicas da Corte e consegue violar as normas da ONU, de novo e de novo, enquanto os Estados Unidos abusam de seu poder de veto no Conselho de Segurança [cerca de 80 vezes] para proteger Israel da condenação e das sanções da ONU", resumiu ele.

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