LFS Defesa - Segurança - Geopolítica
Exército Brasileiro forma 85 novos especialistas em Operações na Selva
Quem são eles? São os Guerra!!!
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Manaus (AM) – No dia 10 de outubro, o Exército Brasileiro, por meio do Centro de Instrução de Guerra na Selva (CIGS) realizou a formatura de brevetação de 85 novos guerreiros de selva, sendo uma militar do segmento feminino. Estiveram presentes na solenidade o Comandante Militar da Amazônia, General de Exército Luiz Gonzaga Viana Filho, integrantes do Alto Comando do Exército de ontem, hoje e sempre, e demais autoridades civis e militares, que celebraram a conquista do brevê por aqueles que provaram sua capacidade de superar adversidades em um dos ambientes mais exigentes do planeta e de cumprir a missão sob as condições mais desafiadoras.
Ao longo de dez semanas, os alunos foram submetidos a uma rotina de elevada exigência, com instruções que testaram seus limites físicos, técnicos e psicológicos. Durante esse período, desenvolveram competências essenciais para a atuação na selva, como resistência, adaptabilidade, iniciativa, liderança e capacidade de tomar decisões em situações adversas.
O curso de Guerra na Selva tem duração de dez semanas e está estruturado em três fases: Vida na Selva, Técnicas Especiais e Operações.
-A primeira fase, Vida na Selva
Prepara os alunos para compreender e enfrentar as particularidades do ambiente amazônico. Nessa etapa, são desenvolvidas habilidades relacionadas à adaptação à selva, à orientação, à sobrevivência e à utilização dos recursos disponíveis no ambiente natural. As instruções exigem resistência física e mental, disciplina e capacidade de superar dificuldades, fundamentos indispensáveis à continuidade da formação.
-Na segunda fase, Técnicas Especiais
Os alunos aperfeiçoam habilidades e conhecimentos específicos para a atuação em ambiente de selva. As atividades práticas exigem precisão técnica, iniciativa, adaptabilidade e domínio dos procedimentos necessários à execução de tarefas em condições adversas. Essa etapa fortalece a preparação individual e coletiva, ampliando a confiança e a eficiência dos participantes.
-A terceira fase, Operações
Integra os conhecimentos adquiridos nas etapas anteriores e desafia os alunos a aplicá-los em situações operacionais. Nessa fase, destacam-se o planejamento, a liderança, a coordenação das ações, a tomada de decisão e o trabalho em equipe. A aplicação prática dos conhecimentos consolida as competências desenvolvidas ao longo do curso e prepara os concluintes para os desafios das operações no ambiente amazônico.
Histórico do Curso
Criado em 1964, o Centro de Instrução de Guerra na Selva consolidou-se como uma instituição de referência na preparação de especialistas para operações nesse ambiente. Sua trajetória está diretamente relacionada à necessidade de desenvolver conhecimentos, técnicas e procedimentos específicos para a atuação na Amazônia, região estratégica para a defesa nacional e caracterizada por sua vasta extensão territorial e por condições geográficas e climáticas singulares.
Ao longo de sua história, o CIGS contribuiu para o desenvolvimento e o aperfeiçoamento das capacidades operacionais voltadas à guerra na selva, mantendo uma tradição de rigor na formação e de valorização dos atributos necessários ao cumprimento das missões. A experiência acumulada reforça a importância do preparo especializado dos recursos humanos empregados na região amazônica.
Com a formação dos 85 novos especialistas, o Exército Brasileiro amplia o efetivo de militares especializados para enfrentar os desafios da região amazônica. Os novos Guerreiros de Selva passam a integrar uma tradição marcada pela resistência, pela competência e pelo cumprimento da missão, preparados para atuar em um dos ambientes operacionais mais exigentes do País. A conquista consolida o esforço e a dedicação empregados ao longo do curso e dá continuidade ao legado daqueles que fizeram da superação e do compromisso com a missão os pilares do Guerreiro de Selva.
Créditos Exército Brasileiro

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